É magia,
12 de julho de 2009
9 de julho de 2009
8 de julho de 2009
28 de junho de 2009
Jacqueline du Pré, o anjo do violoncelo.
Violoncelista inglesa, começou a tocar com 5 anos e iniciou a sua carreira aos 16 anos, adorada desde cedo pela crítica. Durante os 10 anos seguintes foi considerada dos melhores e mais criativos músicos da música clássica, colaborou e gravou com o maestro e pianista Daniel Barenboim, com quem acabou por casar. Infelizmente, a sua carreira foi limitada pela esclerose múltipla que lhe surgiu com 26 anos, aos 28 anos deixou de tocar visto que tinha perdido a sensibilidade nas mãos. Morreu aos 42 anos, ainda que a sua memória esteja muito presente nos dias de hoje.
Aqui fica a minha pequena homenagem à que eu considero a melhor violoncelista de todos os tempos, além do carinho especial por partilharmos o mesmo nome :).
Dedicado à du Pré e a todas as "Jaqueline" no mundo.
26 de junho de 2009
21 de junho de 2009
7 de junho de 2009
26 de maio de 2009
Já não há correntes a prender-te ao fundo do Atlântico.
Hoje amanheceu ainda a noite pairava no céu e as estrelas indicaram-te ao fim de tanto tempo o caminho a seguir.
Este é um novo início.
Hoje é dia de partir, e não sei meu caro Torga tal como tu quando hei-de chegar, vou de férias por tempo indefinido. Talvez me vá dedicar à Arte Floral… quando surgirem novas cores no meu jardim, deixo-te um bilhetinho. Até mais logo!
24 de abril de 2009
19 de abril de 2009
11 de abril de 2009
Os olhos são o espelho d'Alma perdida e desencantada que deixaste num passado longínquo, para lá da linha do horizonte.
É o mar que te lembra da tua Alma outrora simples e bonita, sem complexos e esquemas por resolver. O Mar traz-te a brisa da Alma e recordas a felicidade do belo aroma da areia e do pôr-do-sol.
Há asas! e hoje as asas voam ao sabor do vento, são de várias cores e abrem a mala da imaginação, escondida no sótão do teu pensamento. Por entre as nuvens surgem tímidos, os raios de sol de fim de tarde, que te vêm aquecer o coração.
A Alma permanece congelada logo abaixo da íris. O castanho dos teus olhos, quente e exótico engana o coração e também as memórias do passado.
Aparecem de novo os últimos raios de sol, mas desta vez, já não trazem calor, nem abrigo.
Tentas aquecer-te com o cobertor azul da conformidade.
"O ser humano vive em conformidade com o meio que o rodeia e adequa-se às situações menos esperadas."
Ora, que treta! Eu não me conformo com as asas nem com os vôos ao pôr-do-sol, não nego que me aquecem, porém quando a noite chega, nenhum cobertor aconchega e não há ninguém a dizer: "... ainda há esperança." Aí, surgem as memórias e tento acreditar na realidade sombria da minha vida. A verdade é que nunca me chego a conformar, porque nunca atinjo a percepção de realidade.
A conformidade aparece-me subtilmente.
A palavra de começo para a concretização do sonho. Nunca me conformo e abandono os sonhos para os guardar na mala da imaginação e sobreviver com a frieza do vento.
O sol espreita novamente e o horizonte aproxima-se da Alma, dou início a um novo sonho e adormeço outra vez.
Les mémoires de ton vie...:
19:24, 6 de Abril, Salgado, Parapentes franceses, Ala do Fim do mundo.
26 de março de 2009
23 de março de 2009
II
Passaram-se anos e primaveras e continuo a perder-me em ti.
Às vezes por minutos, outras por horas, mas todos os dias, entras na minha mente.
Continua a ser indizível o quanto te amo, sem qualquer motivo aparente.
Na verdade, nunca amarei ninguém da forma como te amo, e dói saber o quão te sou indiferente.
Se Deus quiser, serás memória de um sonho inacabado.
Passaram-se anos e primaveras e continuo a perder-me em ti.
Às vezes por minutos, outras por horas, mas todos os dias, entras na minha mente.
Continua a ser indizível o quanto te amo, sem qualquer motivo aparente.
Na verdade, nunca amarei ninguém da forma como te amo, e dói saber o quão te sou indiferente.
Se Deus quiser, serás memória de um sonho inacabado.
21 de março de 2009
15 de março de 2009
8 de março de 2009
http://olhares.aeiou.pt/the_dancer_foto2546316.html
"... e de repente, uma espécie de luz explodiu dentro de mim. Já não era eu mesma, mas um ser infinitamente superior a tudo o que eu conhecia. Quando a sua mão me levou ao quarto orgasmo, entrei num lugar onde tudo parecia paz, e no meu quinto orgasmo conheci Deus... entreguei-me a qualquer coisa, fosse o inferno ou o paraíso. Mas era o paraíso. Eu era a terra, as montanhas, os tigres, os rios que corriam para os lagos, os lagos que se transformavam em mar."
"... e de repente, uma espécie de luz explodiu dentro de mim. Já não era eu mesma, mas um ser infinitamente superior a tudo o que eu conhecia. Quando a sua mão me levou ao quarto orgasmo, entrei num lugar onde tudo parecia paz, e no meu quinto orgasmo conheci Deus... entreguei-me a qualquer coisa, fosse o inferno ou o paraíso. Mas era o paraíso. Eu era a terra, as montanhas, os tigres, os rios que corriam para os lagos, os lagos que se transformavam em mar."
"Onze minutos" - Paulo Coelho
7 de março de 2009
I
Passaram dois anos.
Aprendi o que era a vida e ainda tenho muito a aprender.
Dói ter-te no coração e saber que nunca mais voltas.
Adeus, meu amor.
Post Scriptum: "Adeus só se diz aos mortos."
Morreste-me à muito mas, deixaste o teu sangue, agora seco, em mim.
continuação*
Passaram dois anos.
Aprendi o que era a vida e ainda tenho muito a aprender.
Dói ter-te no coração e saber que nunca mais voltas.
Adeus, meu amor.
Post Scriptum: "Adeus só se diz aos mortos."
Morreste-me à muito mas, deixaste o teu sangue, agora seco, em mim.
continuação*
1 de março de 2009
Mas nunca consegues dizer tudo o que pensas, como puderias dizer tudo o que sentes?
Sentes demasiado depressa para expressares tudo o que sentes. No fundo, não passas de uma rapariga que tem medo de acabar sozinha.
És tão fraca,
Não tens medo de ser assim para sempre?
Sentes demasiado depressa para expressares tudo o que sentes. No fundo, não passas de uma rapariga que tem medo de acabar sozinha.
Demasiado medo de amar.
Demasiado medo de perder.
Demasiado medo de perder.
És tão fraca,
Não tens medo de ser assim para sempre?
A solidão janta connosco e deixa-nos morrer quando nos deita. São mundos de sonhos mortos e de vidas infelizes. Por mais que tentes acordar, vais morrer esta noite, outra vez. E és só tu e a tua solidão.
Acordas, é um novo mundo com mais sonhos mortos do que ontem e menos vidas infelizes, porque passaram a ser mortes.
Não reages à tua morte, nem à tua solidão.
Há muito tempo atrás, tinhas amigos com sonhos e vidas mirabolantes, tal como a tua vida também era fogo incandescente. Agora és um mar morto sem sal e sem água benta. Já não acreditas em ideais, nem em filosofias utópicas. Tudo é preto e branco. Os carrosséis deixaram de ter princesas encantadas. Abraça-nos a tristeza de sonhos, vidas e sorrisos mortos.
É tudo a preto e branco.
Está tudo morto e nasces outra vez.
Acordas, é um novo mundo com mais sonhos mortos do que ontem e menos vidas infelizes, porque passaram a ser mortes.
Não reages à tua morte, nem à tua solidão.
Há muito tempo atrás, tinhas amigos com sonhos e vidas mirabolantes, tal como a tua vida também era fogo incandescente. Agora és um mar morto sem sal e sem água benta. Já não acreditas em ideais, nem em filosofias utópicas. Tudo é preto e branco. Os carrosséis deixaram de ter princesas encantadas. Abraça-nos a tristeza de sonhos, vidas e sorrisos mortos.
É tudo a preto e branco.
Está tudo morto e nasces outra vez.
14 de Janeiro de 2009
Acreditámos que viver era o paraíso dos amantes. Os amantes alados, que cavalgavam por nós até ao nosso fosso de tristeza e solidão. Éramos felizes com os nossos amantes. Ensinavam-nos as quedas e amparavam o chão em que caíamos.
Os amantes foram embora, levaram as redes. Já não há, já não há quem nos ampare.
Caminhamos pela estrada esburacada (das quedas desamparadas). Amar é agora triste e queremos morrer para não sentir esta dor angustiante, que nos vai levando até à morte.
Lembras-te? Era tão feliz, amar era o paraíso, vivias no paraíso de ti e de toda a tua ingenuidade, pensando que um dia irias ser feliz a amar.
Deixaste-te de ilusões, e não és mais a menina ingénua que acreditou no amor.
Agora é só esperares pelo caminho que te leve.
Os amantes foram embora, levaram as redes. Já não há, já não há quem nos ampare.
Caminhamos pela estrada esburacada (das quedas desamparadas). Amar é agora triste e queremos morrer para não sentir esta dor angustiante, que nos vai levando até à morte.
Lembras-te? Era tão feliz, amar era o paraíso, vivias no paraíso de ti e de toda a tua ingenuidade, pensando que um dia irias ser feliz a amar.
Deixaste-te de ilusões, e não és mais a menina ingénua que acreditou no amor.
Agora é só esperares pelo caminho que te leve.
12:30, 5 de Janeiro de 2009
31 de dezembro de 2008
Refugio-me nas cartas de amor porque elas percebem o que digo. Ainda que, como dizia Pessoa as cartas de amor sejam ridículas. São ridículas porque só as cartas se entendem a elas mesmas. Fazendo intenção de salientar que são verdadeiras mas que nelas mora um infinito abismo de pensamentos inacabados e sentimentos não vividos. Eu gosto de escrever cartas de amor. Enchem-me os olhos com a poeira da inocência e impedem-me de escrever poemas. Outrora, os poemas destruiram-me e a tudo o que tinha de puro e virgem. Hoje são apenas poemas. Poemas de poetas mortos, porque os meus vivos também desistiram da poesia. Quanto a ti meu amor, não te deixes nunca levar pela poesia erudita, ela corrompe qualquer ser que não lhe seja imune. Mas podes descansar e vir dormir no meu colo, eu prometo que te protejo de todos os poemas tóxicos que ainda circulam no ar, eu concedo-te toda a minha imunidade, ainda que acabe por morrer pela poesia envenenada. Esta e todas as cartas de amor são ridículas. Ridículas! Eu digo:
Antes ridículas do que envenenadas!
Tudo o que me rodeia é perfeito para as cartas de amor, o sorriso inabalável, a música no ar, a felicidade estonteante em que me deixam os teus beijos. E agora eu pergunto...
Não será tudo isso ridículo, tal como as cartas de amor?
Nada disso é ridículo, porque amar é o maior dom que Deus nos deu e amar-te por mais ridículo que seja torna todas estas cartas de amor em Bíblias de verdade e sentimento.
As cartas de amor deixaram de ser ridículas porque já não preciso que elas me compreendam. São simples e meras cartas de amor e já não têm selo nem data. Não preciso mais de papel e caneta para crescer, tenho um mundo inteiro de vidas por descobrir. Tenho tudo para aprender e quem me irá ensinar, serás tu meu amor. Abriste um portal à muito em mim fechado, o portal da felicidade, o portal por onde as cartas de amor que passam são vidas, sonhos vividos e sonhos ainda por viver. Quero aprender tudo de novo, quero aprender a respirar contigo, quero voar a teu lado e para isso, já não preciso das cartas de amor. Tenho-te a ti e a todo o teu universo de estrelas em chama e constelações em fuga. Quero ser feliz a teu lado sempre. Já o fui. Sou-o agora e quero ser até que o infinito demonstre ter um fim.
11-12-2008
Antes ridículas do que envenenadas!
Tudo o que me rodeia é perfeito para as cartas de amor, o sorriso inabalável, a música no ar, a felicidade estonteante em que me deixam os teus beijos. E agora eu pergunto...
Não será tudo isso ridículo, tal como as cartas de amor?
Nada disso é ridículo, porque amar é o maior dom que Deus nos deu e amar-te por mais ridículo que seja torna todas estas cartas de amor em Bíblias de verdade e sentimento.
As cartas de amor deixaram de ser ridículas porque já não preciso que elas me compreendam. São simples e meras cartas de amor e já não têm selo nem data. Não preciso mais de papel e caneta para crescer, tenho um mundo inteiro de vidas por descobrir. Tenho tudo para aprender e quem me irá ensinar, serás tu meu amor. Abriste um portal à muito em mim fechado, o portal da felicidade, o portal por onde as cartas de amor que passam são vidas, sonhos vividos e sonhos ainda por viver. Quero aprender tudo de novo, quero aprender a respirar contigo, quero voar a teu lado e para isso, já não preciso das cartas de amor. Tenho-te a ti e a todo o teu universo de estrelas em chama e constelações em fuga. Quero ser feliz a teu lado sempre. Já o fui. Sou-o agora e quero ser até que o infinito demonstre ter um fim.
11-12-2008
9 de agosto de 2008
"As bonecas de porcelana fazem-nos sonhar.
As bonecas de porcelana são o sonho da vida intocável que é a morte.
As bonecas de porcelana são a vida que deixamos morrer."
As bonecas de porcelana são o sonho da vida intocável que é a morte.
As bonecas de porcelana são a vida que deixamos morrer."
25-05-2008
Aprendemos. Aprendemos a viver, aprendemos a amar. Amámos, amamos e amaremos sempre, com o desejo de um sempre infinito e não o sempre real, o efémero. Complicamos na simplicidade de um tudo inexistente, e somos felizes com isso. O vazio dá-nos o espaço que cremos ter, na imensidade da mentira diária.
Acordamos felizes e deitamo-nos mortos com o mundo, tal como as bonecas de porcelana. Acabamos sempre por matar a felicidade ao fim do dia. As asas nocturnas não nos deixam sonhar e voamos na beleza do vazio espaçado.
As asas que voam connosco, vão e vêm e apenas duas ou três ficam para um sempre de sonho. Vamos morrendo à medida que as asas voam para longe de nós. Dão-nos vida a cada segundo que voltam, aprendemos a voar nas nossas asas pela vista da janela das asas feridas de retorno, que ajudamos a sarar. Somos felizes mesmo que a caminho da morte, porque a vida é um percurso de ida eterna. E morremos na certeza de continuar a ser felizes e a sarar as pequenas feridas das bonecas de porcelana, já mortas.
Morremos depois de amar, amar as intocáveis bonecas de porcelana.


