3 de maio de 2012
25 de abril de 2012
Diálogos de Dentro
Amanhece em mim. Há tantos pensamentos que surgem durante a madrugada. Deambulação entre mágoa e amor. É doutro tempo esta consciência sofrida que me leva a pensar. Pouco a pouco distancio-me da profundidade da dor. Existe um desencanto latente a todo este crescer. Reconheço-me apenas numa escala de cinzentos onde as incertezas se confundem com a realidade. Ser livre é o maior paradoxo, neutro de objectivos. Já nada se apoia na Natureza, somos escravos da economia do Ser (livre). Há uma tentativa constante pela procura da felicidade a par de uma tristeza profunda reforçada a cada nova desilusão. O passado mistura-se com o presente na vontade de um futuro ideal tão longínquo como a linha do horizonte que nos separa da morte. Não há nada a perder.
5:00 24/4/12
* * *
Que força é esta que brota em sorrisos no mais profundo sofrimento da inocência que é acreditar?
É tão especial tão única que me parece impossível esta energia, esta vontade de viver superior a todo o mal. É tão grande esta esperança que me acompanha desde sempre… Que força é esta?
00:00 25 de Abril de 2012
19 de abril de 2012
"There is a house built out of stone
Wooden floors, walls and window sills
Tables and chairs worn by all of the dust
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home
Out in the garden where we planted the seeds
There is a tree that's old as me
Branches were sewn by the color of green
Ground had arose and passed its knees
By the cracks of the skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
I held on as tightly as you held onto me
I held on as tightly as you held onto me
And I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time to leave and turn to dust"
Wooden floors, walls and window sills
Tables and chairs worn by all of the dust
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home
Out in the garden where we planted the seeds
There is a tree that's old as me
Branches were sewn by the color of green
Ground had arose and passed its knees
By the cracks of the skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
I held on as tightly as you held onto me
I held on as tightly as you held onto me
And I built a home
For you
For me
Until it disappeared
From me
From you
And now, it's time to leave and turn to dust"
Um ano e meio meu amor :)
É muito bom viver em ti.
Amo-te.
14 de abril de 2012
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.
...
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinicius de Moraes
12 de abril de 2012
31 de março de 2012
6 de março de 2012
Ausência
Eu deixarei que morra
em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
20 de fevereiro de 2012
30 de dezembro de 2011
11 de dezembro de 2011
10 de dezembro de 2011
2 de dezembro de 2011
4 de novembro de 2011
28 de outubro de 2011
17 de setembro de 2011
O Jardim Das Borboletas
"Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida.Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
(...)"
Mário Quintana
16 de setembro de 2011
11 de setembro de 2011
1 de maio de 2011
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz.
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente.
pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente.
às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo,
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz.
lê isto: mãe, amo-te.
eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes."
"O amor nunca precisa de pedir desculpa, entende sempre , não precisa de palavras, tambem sei que fazes tudo quanto podes, mais não posso pedir, só que muitas vezes fica por dizer.
Saber que tens um coração capaz de amar e abraçar a terra, já é motivo para eu ser uma mãe muito feliz.
amo-te muito."
Saber que tens um coração capaz de amar e abraçar a terra, já é motivo para eu ser uma mãe muito feliz.
amo-te muito."
Mais um dia da mãe.
21 de abril de 2011
12 de abril de 2011
6 de novembro de 2010
Aconselhamos, dizemos, indicamos luz.
No fim?
Fazemos aquilo que aconselhámos a não fazer, dizemos tudo o quanto não devíamos dizer e encontramos apenas um labirinto escuro, em parte conhecido pela dor.
O tempo que a gente perde pela vida a correr
O tempo que a gente sonha que é chegar e vencer
O tempo faz de nós um copo para beber a paz
O tempo é um momento para nunca mais
O tempo mesmo agora fez a terra girar
O tempo sem demora traz as ondas do mar
O tempo que se inventa quando nunca se é capaz
O tempo é um carro novo sem a marcha-atrás
Voei para te dizer
Sonhei para te rever
Eu sei que não vais parar para eu crescer.
O tempo... acabou.
Desculpa.
17 de outubro de 2010
"Passamos pelas coisas sem as ver,
Gastos, como animais envelhecidos:
Se alguém chama por nós não respondemos,
Se alguém nos pede amor não estremecemos:
Como frutos de sombra sem sabor,
Vamos caindo ao chão apodrecidos."
O cansaço apodera-se de nós e enfraquece aquilo que somos.
A força desprende-se de nós e desistimos, porque é tão mais fácil.
Não vou desistir, não tenho força para desistir.
Gastos, como animais envelhecidos:
Se alguém chama por nós não respondemos,
Se alguém nos pede amor não estremecemos:
Como frutos de sombra sem sabor,
Vamos caindo ao chão apodrecidos."
O cansaço apodera-se de nós e enfraquece aquilo que somos.
A força desprende-se de nós e desistimos, porque é tão mais fácil.
Não vou desistir, não tenho força para desistir.
29 de julho de 2010
17 de julho de 2010

Eu e a Raquel.
Casa da avó dela, Peniche city :).
Estou finalmente de férias.
(Respiro fundo, parece que o ar começou a circular melhor.)
Vou começar a escrever mais regularmente, porque a escrita faz parte de mim e ultimamente nem sei o que é ser eu, dado que nem tenho tempo para pensar.
A Raquel já dorme e eu vou descansar, estou a precisar urgentemente dessa actividade que se chama não fazer puto da vida :D!
PS:(Sabes aquela mensagem que me mandaste? hoje, sinto esse mesmo vazio.)
1 de julho de 2010
Vou daqui a 5 horas e meia para o Porto (novamente :D), é tão bom voltar àquela casa.
Devia estar a fazer as malas (ou melhor a dormir) e estou para aqui a divagar.
Muito boas noites/bons dias ou boas tardes a todos.
Eu vou e venho.
Até lá faço greve bloguista até receber um comentário *smile de birra!*